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6 de abr. de 2009

Pra cima de moi!

No divã de Marta Suplício:

Hoje, eu gostaria de falar sobre “Ele Não Está Tão Afim de Você” – O Filme, que foi o que vi neste fim de semana, com mais duas outras amigas do Velho Oeste.

Eu ouvi uma história de que foi baseado em um livro lançado há pouco com o mesmo nome e que conta os motivos das mulheres verem sinais em um relacionamento, e lógico, verem tudo errado.

Eu saí de lá bem feliz, por sinal. Fui comer minha torta de limão e fiquei mais feliz ainda. Tem um casalzinho de amigos em que o cara ensina para a fofa que as mulheres veem uma porção de coisas absurdas e não enxergam a realidade. Depois, é a vez dela dar uma lição de moral no cara que se achava o dono da razão e diz que prefere ser assim meio cegueta, do que ter aquele excesso de frieza dele...

Ok, that’s right... Eu só cheguei ao meu momento de iluminação hoje.

Em ambos os casos, acho que o que foi dito pelos dois foi uma baboseira incrível.

Tanto o fofo cético, quanto a fofa tonta são batidos demais para serem levados a sério. Se o livro fala sobre isso, é uma tremenda idiotice.

Vamos pensar em uma coisinha:

Independente de sinais para o sim, ou para o não, ou para o “me deixe, sua louca”, ou “me consuma enquanto quente”... Quem vê SINAIS devia estar fazendo filme com o Mel Gibson. Quem adivinha coisas é pobre porque é burro. Quem interpreta coisas devia estar rotulando gente na Academia Brasileira de Letras.

Então, baby:

“Ele Não Está Tão Afim de Você” é tão ridículo quanto “ele está louco por você”. Se isso, não foi dito em primeira pessoa, vale mais esperar outro filme, com outro bofe (ou mina, a opção é sua) que talvez esteja disposto a dizer isso na lata!


Tomou ou quer com força?

13 de jan. de 2009

o nível, minha filha, o nível!

Ano novo, guerra nova.

Gente, juro que to super cansada de ter que falar de Gaza. Cada pessoa que eu encontro me pergunta sempre de uma forma diferente (e mais escrota) o que eu tenho a dizer pra defender Israel. "Você que já foi pra lá", "você que gosta de judeu", "você que eu sei que vai defender".

o quê eu tenho a dizer sinceramente... sinceramente mesmo???

NADA! Não se defende genocídio e eu sou contra essa ofensiva.

MAS não pensem que eu sou pró Hamas ou que acho os palestinos todos uns coitadinhos. Não sou a favor da ofensiva, não sou sionista, e, por último, esse povo poderia ir estudar ao invés de ficar me perguntando as coisas.

Tenho vontade de escrever uns textos sobre Israel sim, mas não sei se agora é o momento. Existe muito pra ser dito, até por ser um país de antagonismos, mas no momento eu vejo que ninguém tá a fim de ouvir.

E to cansada de patricinha que morou na França vir dizer que os muçulmanos são ótchimous porque quando tavam na França namoraram um muçulmano e blá bla blá. Se você é vagabunda não me interessa, na verdade, se fosse freira também não interessaria. Chega de generalizações! Chega de esquerdinhas e direitinhas! E chega de achar que sua viagem te mostrou a verdade absoluta. A USP é foda mesmo.

E chega, chega mesmo de alternativos, o próximo que vier com a Edith Piaf pra cima de mim vai levar uma sapatada (tá super in fazer dessas agora). Cansei de vocês, vão viver o mundo da arte com erva e não me encham o saco.

Tudo isso eu digo porque

TÁ NA HORA DE SUBIR O NÍVEL DA DISCUSSÃO!

E por último, eu trabalho numa editora de esquerda. DE ES-QUER-DA. E aqui foi o único lugar onde ninguém me perguntou disso, deve ser porque o nível da discussão aqui é REALMENTE outro.
crianças israelenses e crianças palestinas. juntas. yes, we can!

4 de dez. de 2008

rain on your parade

Pior que gente chata é gente grossa, pior que isso mesmo é gente folgada. Hoje o dia está péssimo, com direito a todo o tipo de chateação. E mais: gente que consegue ser chata, grossa e folgada – tudo ao mesmo tempo! Honestamente eu não consigo agüentar, mamã não me criou pra isso.
Minha decisão foi lidar com isso como se eu tivesse 13 anos. Essa música é pra você.
I'm gonna rain on your parade, bitch.