9 de jun. de 2010
100 anos de Pagu
9 de mai. de 2010
A bag of songs and a heavy heart
PS: o CD da Duffy eu comprei assim que tive minha epifania no meio da livraria lotada! E é lindjooooo!! Aguardo ansiosa o da Adele!!!!! Beijomeliga! (deixa sair um "Ximbica - Greatest Hits", então! Eu fico lokaaa)
4 de out. de 2009
morgana ready-made
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25 de mai. de 2009
christo e jeanne claude

Descobrir a Jeanne-Claude e esse site me fez uma pessoa mais feliz, e, definitivamente, mais bem-humorada.
Você já cercou alguma coisa hoje?
30 de mar. de 2009
paixão

"Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. As vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."
Clarice Lispector, "Felicidade clandestina".
foto: Matthew Dols
5 de mar. de 2009
as long as you love me...
Volta de Backstreet boys ao Brasil: luxo, poder, sedução. Oi? Cadê? Quando a gente tinha 10-11-12 anos esses caras eram a definição de homem gostoso. sonho de consumo que hoje tá mais pra sonhos de "descarte".Bem me lembro...
Os shows feitos no Brasil em 2001 atraíram tanto, mas tanto público que as imagens capturadas aqui foram usadas em clipes da banda. Não precisei pesquisar nada do que falo aqui, eu, como a maioria das pessoas da minha idade, tive o Backstreet boys na mente por muuuito tempo.Mas essa volta deles tá um tanto quanto...
ai.. será que digo?

PATÉTICA!
Primeiro: Backstreet Boys sem Kevin não dá. NÃO DÁ.
Lembra do Kevin...

Ah. o Kevin...
O Kevin era o mais bonito e talentoso deles (pra mim, pra freak da Billie era o AJ), e, quando a turnê foi anunciada ele disse pra imprensa que isso era patético nas entrelinhas: "God bless you all, but I'm out". Que foi algo do tipo "Fi, tenho maizoquê fazê". Hoje na home do UOL tinha um vídeo do Brian pedindo para as pessoas IREM no show (tão ouvindo os sininhos do desespero?), enquanto isso na Folha a matéria de chamada era "Fomos os únicos que sobraram, temos que sobreviver" ou algo do tipo (não lembro e não vou passar o link, questões ideológicas).
Perdeu a magia.
Ninguém que eu conheço quis ir no show despirocar quando eles tocassem "Get Down" e olha que as pessoas do meu convívio curtem isso.
É o fim de uma era. Que deveria ter acabado mais cedo, sinto dizer.
Enquanto isso o jeito é ficar com as lições de moral, desejo, sedução e romance que as músicas antigas ainda nos trazem. Pensar que parte da nossa educação emocional também veio deles. Thanks boys!
"Once we were lovers
Just lovers we were
Oh what a lie
Once we were dreamers
Just dreamers we were
Both you and I
Now I see
you're just somebody
Who wastes all my time
And money
What a lie
You and I"
(de 10.000 promises - praticamente Kierkegaard )

6 de fev. de 2009
o self-post

“somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if your wish be to close me, i and 
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands”
— e.e. cummings
Tem dias que queremos ver o que nos apetece. Viva o Cummings, viva a Lempicka!
(self-post gente, eu fiz pra mim, fazer o quê? rs)