13 de jan. de 2009

o nível, minha filha, o nível!

Ano novo, guerra nova.

Gente, juro que to super cansada de ter que falar de Gaza. Cada pessoa que eu encontro me pergunta sempre de uma forma diferente (e mais escrota) o que eu tenho a dizer pra defender Israel. "Você que já foi pra lá", "você que gosta de judeu", "você que eu sei que vai defender".

o quê eu tenho a dizer sinceramente... sinceramente mesmo???

NADA! Não se defende genocídio e eu sou contra essa ofensiva.

MAS não pensem que eu sou pró Hamas ou que acho os palestinos todos uns coitadinhos. Não sou a favor da ofensiva, não sou sionista, e, por último, esse povo poderia ir estudar ao invés de ficar me perguntando as coisas.

Tenho vontade de escrever uns textos sobre Israel sim, mas não sei se agora é o momento. Existe muito pra ser dito, até por ser um país de antagonismos, mas no momento eu vejo que ninguém tá a fim de ouvir.

E to cansada de patricinha que morou na França vir dizer que os muçulmanos são ótchimous porque quando tavam na França namoraram um muçulmano e blá bla blá. Se você é vagabunda não me interessa, na verdade, se fosse freira também não interessaria. Chega de generalizações! Chega de esquerdinhas e direitinhas! E chega de achar que sua viagem te mostrou a verdade absoluta. A USP é foda mesmo.

E chega, chega mesmo de alternativos, o próximo que vier com a Edith Piaf pra cima de mim vai levar uma sapatada (tá super in fazer dessas agora). Cansei de vocês, vão viver o mundo da arte com erva e não me encham o saco.

Tudo isso eu digo porque

TÁ NA HORA DE SUBIR O NÍVEL DA DISCUSSÃO!

E por último, eu trabalho numa editora de esquerda. DE ES-QUER-DA. E aqui foi o único lugar onde ninguém me perguntou disso, deve ser porque o nível da discussão aqui é REALMENTE outro.
crianças israelenses e crianças palestinas. juntas. yes, we can!

22 de dez. de 2008

Demasiado Excessiva

Li uma coisa maravilhosa enquanto vinha para o trabalho.

Estou lendo um livro que pretende desmistificar maio de 68 para os franceses. Para quem não tem a menor idéia do que estou falando (não se sinta diminuído... Eu sei quase nada!), em maio de 1968 tiveram uma série de manifestações ao redor do mundo, o que o marcou como um ano da juventude revolucionária de esquerda.
Após 1968, vimos ascender no mundo, inúmeros governos de esquerda, inclusive, um fenômeno que aconteceu na América Latina muito recentemente. De qualquer forma, ele dá vários motivos que mostram que após 68, a França caiu no marasmo, e essa esquerda que ainda se dá o direito de se autoproclamar "revolucionária", só chafurda na hipocrisia e moralismo-marxista tal qual o conservadorismo preconceituoso da direita...
Blablablá...

A frase que eu li e que fiquei deeeeeliciada dizia o seguinte sobre a esquerda:

"uma ingenuidade demasiado excessiva para permanecer honesta" - (Maio de 68 explicado a Nicolas Sarkozy - pg.166)

Essa frase me deixou enlouquecida!! Vou repeti-la para o resto da vida! Citar no almoço de família, fazer redação da Fuvest, ensinar para os meus filhos, gritar no ouvido da atendente da Telefônica! Vou gastar sem fim!

Lógico, que pensei em coisas muito mais ridículas e cotidianas quando li (e não no paralelo entre a política brasileira e a francesa!). Pensei em algumas pessoas que conheço, que de tão fofas e meigas e perfeitas e educadas e corretas e do bem... Me cansam. (Booooooooring =p)
Agora, passo a acreditar ainda menos nelas!
Para além do bem e do mal, please!

21 de dez. de 2008

Um babaca

Sobre um cara que não sabe quem eu sou:


Eu trabalho em uma revista feminina. Estou prestes a completar 10 meses lá. Em uma das matérias da revista, conheci um cara, que tipo "cruzou meu caminho" literalmente! Tipo: apareceu em uma foto que fazíamos na Paulista e tive que pedir a ele autorização de uso da imagem para usar a foto.



O problema está no que eu ouvi dele. E acho que nunca me senti tão insultada na vida. E por mais que eu me conheça, depois de uma dia difícil, não é fácil segurar um choro de indignação com tanto preconceito em uma só pessoa. Ele veio com um discurso antialienação na mídia, que ele REALMENTE acreditava ser único. Pois, eu tenho uma novidade: esse discurso é tão batido quanto a maletinha dele com um adesivo "somos a favor da greve", e o jetinho de menino da mamãe da revolucionário de sala de aula.


Ele me disse que eu deveria falar sobre a Guerra no Haiti, por exemplo... E que ele não pode associar a imagem dele ao jornalismo da empresa em que eu trabalho. Que é alienante.
Então, eu tenho algumas lições de vida para o "não-alienado":


1) Trabalho em uma revista feminina que é reflexo de um movimento que se iniciou no início do século passado, com mulheres que brigaram pelo direito de ter prazer, de gastar o próprio dinheiro com elas, e não com os filhos, que se dá o direito de falar inutilidades, pois é muito mais estudada que ele... Afinal, você precisa estudar o dobro para ganhar 60% do salário dele.


2) Eu posso falar da Guerra no Haiti a hora que eu quiser e muito mais que ele. Pois, eu de fato sei o que está acontecendo e não fico arrotando conhecimento.
3) Ao invés de falar bobagem, compro lutas diárias por uma das causas que é possível lutar. Não fico de braços cruzados reclamando da mídia. Faço a minha parte diariamente, com paixão, responsabilidade e competência.

4) Eu sei o que é problema social, pois ele está na frente da minha janela quando acordo. Ou quando veio para casa tarde da noite, depois do trabalho com medo de ser assaltada por alguém do mesmo lugar que eu vim. Não fui vítima do sistema e por isso corro o risco de ser agredida por um semelhante.

6) Não gosto de discursos sociais proclamados por um playboy que nada sabe o que é isso e que realmente acredita que não há escolha para o pobre. Volta para sua casa e vai cuidar da sua família... Ela deve precisar mais de você!

Por último, para você que não me conhece. Vai ler alguma coisa e estudar um pouco mais... De má consciência e pensamento de massa, eu já estou farta.

19 de dez. de 2008

help me lesley!

lesley gore é o que pode ser chamado de protofeminista. um pouco antes de estourar o movimento feminista ela já cantava a liberação feminina.
alguns anos depois ela seria uma das primeiras artistas a se assumir lésbica (sim, antes da ellen!). nesse vídeo, no início da carreira, ela canta "You don't own me" muito charmosamente.



estou indo viajar com a família do meu namorado, me desejem sorte.
na verdade, me desejem lexotan.
tirei a priminha dele no amigo secreto e tive que comprar uma "Barbie chapinha" de presente para a menina. essa barbie é tão antifeminista (e cara!) que eu não consigo nem olhar pra ela, mas entre ajudar o movimento e me ajudar nesses dias difíceis em território inimigo tive que escolher ME ajudar e agradar a família do chuchu. não tá fácil, sério. estou levando "o vermelho e o negro", que eu não consigo parar de ler, pra ter com quem conversar.
(dois frontal pra cada vez que a mãe dele der a entender que a mulher da vida dele é ela, e um diazepanzinho para cada referência de ex. tudo com caipirinha, por favor. )

18 de dez. de 2008

o riso e o esquecimento

"Lembrança ridícula e tocante: o primeiro salão, onde, aos dezoito anos, aparecemos só e sem apoio! O olhar de uma mulher bastava para intimidar-me. Quanto mais desejava agradar, mais me tornava canhestro. Tinha a respeito de tudo as idéias mais falsas; ou me entregava sem motivos, ou via num homem um inimigo, só porque me olhava com ar grave. Mas então, no meio dos terríveis males de minha timidez, como um belo dia era belo!"
Kant


detesto Kant, mas tem tanta coisa que eu detesto e mesmo assim engulo. engolir é um verbo magnífico para expressar certas coisas, me faz pensar em remédio, que não se come, se engole. esse trecho me lembra alguém cujo passado me incomoda. mas de quê adianta lembrar o passado de alguém quando eu mesma ignoro o meu?

muita divagação, essas coisas de morrer deixam a gente assim. peguei gripe e achei que ia morrer, menina mimada rs rs.

(começo a me recuperar de uma gripe matadora, e talvez de algumas neuroses)

15 de dez. de 2008

Ouch!

Acordei hoje às 4h30.

Na verdade, eu pulei da cama sob efeito de uma única frase: "Eu não vou me formar".


Sei lá, o que deu em mim, mas lembro da sensação que tive durante o sono. Que eu era um completo fracasso acadêmico! Não sei de onde saiu essa certeza, e nem acho que era uma certeza. Era mais uma forma de intensificar uma frustração.

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Esse fim de semana, consegui ler um livro inteiro (há muito tempo eu não conseguia ler coisa alguma) e ainda deu tempo de comprar presentes de natal e ler revistas fúteis. Na revista fútil que eu adoro, tinha um texto sobre inevitabilidade. Deu para entender?

Em resumo, o texto falava para eu acordar e parar de ser tão controladora. Uma psiquiatra conhecida, de forma doce e meiga deu o coice final: muita gente pensa que esse excesso de controle é característica de uma pessoa dominadora, líder e forte. Mas, que na maioria dos casos de pessoas assim, esse controle na verdade é uma forma de esconder a excessiva falta de confiança que ela tem.


Coice com força, fia! Pensa o quê? Pessoas controladoras temem o inesperado e ao invés de se tornarem cagonas (espécie abominável!), viram neuróticas pelos fatos, e nada pode escapar ao controle.
Isso te lembra, alguém? Lógico que lembra! Se não você mesma, amiga cosmonauta, sua mãe, sua avó, sua professora de estática, sua terapeuta, sua chefe...
Não sei como, mas o pulo às 4h30 e o textinho da psicóloga se ligam de alguma forma... E não é legal...

8 de dez. de 2008

muito brilho


o brilho começa cedo, vai amigo, eu te entendo!



(essa mãe é fia da pouta)

4 de dez. de 2008

rain on your parade

Pior que gente chata é gente grossa, pior que isso mesmo é gente folgada. Hoje o dia está péssimo, com direito a todo o tipo de chateação. E mais: gente que consegue ser chata, grossa e folgada – tudo ao mesmo tempo! Honestamente eu não consigo agüentar, mamã não me criou pra isso.
Minha decisão foi lidar com isso como se eu tivesse 13 anos. Essa música é pra você.
I'm gonna rain on your parade, bitch.

3 de dez. de 2008

ser mulher - parte 2

"Tudo o que não aconteceu com você – eu digo isso de mim mesma como uma parte daquilo que sobrevivi – tudo que não aconteceu com você é uma pequena folga na sua coleira. Você não foi estuprada quando tinha três anos, ou quando tinha 10. Ou não foi espancada ou prostituída, de qualquer forma que você tenha conseguido escapar disso, essa é a medida da sua liberdade. E a medida da sua força. E aquilo que você deve a outras mulheres. Não estou pedindo para que vocês sejam mártires, não estou pedindo para desistirem de suas vidas. Estou pedindo para que vivam as suas vidas, com honra e dignidade. Estou pedindo para que lutem. Estou pedindo para que façam coisas para as mulheres que elas mesma fazem o tempo todo na luta política pelos homens. Certo? Nós mulheres colocamos nossos corpos na linha de frente nas lutas políticas nas quais os dois sexos estão envolvidos. Eu não estou pedindo para que vocês sejam pegas, estou pedindo que corram por suas vidas. Se precisarem atravessar uma parede feita de tijolos, atravessem. Se você tiver feridas nos braços é melhor do que dar a "ele" as feridas porque você ficou parada. Nenhuma de nós tem o direito de ficar parada" (traduçao livre minha)

Andrea Dworkin - líder feminista no texto Terror, Torture and Resistance (Terror, Tortura e Resistência), sobre a necessidade de resistir quando se trata de violência contra a mulher. Atualmente, uma em cada três mulheres é estuprada. E isso se tornou normal. Ser feminista não é odiar homens, é dar às mulheres o direito de serem seres humanos.




hollywoodianos apoiam o feminismo.

2 de dez. de 2008

coisas de criança


Daí que eu trabalho com livros, é isso aí, eu reviso, diagramo, faço capa, até ler eu leio! (verdade)
Daí também que a minha chefe é um gênio, um gênio muitas vezes desacreditado, pois ela tem aquela característica dos gênios: quando eles tem uma idéia e explicam pra você parece ser tão simples, uma coisa na qual qualquer mortal poderia ter pensado.
Ela decidiu que a gente ia fazer um livro infantil, mais especificamente da sala da filha dela. A idéia era simples: um livro de crianças feito por crianças, com os desenhos e frases da meninada. Eu odeio criança, mas adorei o projeto.
Foram meses, já que a gente não sabia fazer isso, tendo as idéias mais loucas.
Tiramos nossas blusas e cachecóis para escanear e fazer abres de capítulo, pensamos em cores, tratamos desenhos de crianças (argh) no photoshop. Trabalhoso, a little too much.
Mas o resultado foi um livro infantil como não existe em lugar nenhum.
Agora ela divulga ele nos jornais e nas livrarias, chega com aquele jeito engraçadinho, simples (por que não dizer... desacreditado?) e deixa os caras babando. Babando fuerte. O projeto é incrível e não existe em lugar nenhum mesmo e eu só consigo lembrar da voz do outro sócio "você tá é querendo publicar o livro da sua filha". ahan.
Estou exausta (o livro ainda nos rendeu uma viagem de 3h até a gráfica em Santo André na sexta, para que chegasse a tempo do lançamento).
Ele vendeu mais em lançamento do que todos os nossos outros, e eu olho pra ele toda hora em cima da mesa, reconhecendo cada linha, cada vírgula, cada roupa que a gente escaneou. É um livro com desenhos feios de criança, frases curtas de criança e pesquisa sobre um inseto que só agradaria... a uma criança.
Brilhante.

26 de nov. de 2008

hilda furacão

o vaticano lançou um calendário 2009 com fotos de padres jovens.
jovens e (digite aqui seu adjetivo masculino preferido), todos com cara de "vou te doutrinar"
que religião maravilhosa, hein? mais fotos de padres jovens e ... aqui


hildinha tava certa...

23 de nov. de 2008

Pequenas resoluções

Sábado, depois de rebocada da cama por chantagem de um café-da-manhã perfeito fui na "lojinha da Natura" rs*A loja pronta entrega da vendedora espertinha e simpática que leva todo nosso dinheiro. Cheguei e lá e descobri que trabalhar em revista feminina te faz ficar sem opções de compra...

But: no cantinho, abandonado, perto de "Marley & Eu", lá estava...

A versão de bolso de O Diário de Bridget Jones, the book.


Li em uma única noite desesperada por literatura mulherzinha e na esperança de encontrar contos de fadas modernos...
E vejo que sou de uma futilidade adolescente e de uma vontade absurda de corresponder às minhas expectativas que nem sei exatamente quais são, pois sou cria de uma geração que viu a decadência das nossas heroínas do Girl Power.

Se elas já não existem, fiquemos com as heroínas fictícias e tracemos nós, as nossas diretrizes, levantemos as nossas bandeiras e deixemos de lado o humor ácido e pervertido de certas espécimes do nosso cotidiano.
PS: No momento desejo comer flambados, acompanhados de vinho branco, tipos como Daniel Cleaver...

14 de nov. de 2008

mais nerdeza

Festa do Livro da USP

DIA 3

COSAC NAIFY
Elementos do estilo tipográfico - Robert Bringhurst
Era uma vez uma capa - Alan Powers
Malagueta, Perus e Bacanaço - João Antonio
Abraçado ao meu rancor - João Antonio
O vermelho e o negro - Stendhal
O olho e o espírito - Maurice Merleau-Ponty


EDUSP
O dicionário do livro - Maria Isabel Faria e Maria da Graça Pericão


Ainda bem que foi o último dia!Meu cartão de crédito não agüentaria mais um.
A festa do livro foi ótima, é lindo ver um evento que se baseia apenas em livros (sem fogos de artifício ou big x-picanha como a bienal) e mesmo assim lota de gente. Todos ali, pra comprar livros. A editora xiita dentro de mim está revisando e cantando nesse momento!

E só porque é sexta:


13 de nov. de 2008

to be a nerd


Feira da USP

Dia 1:
Nova Fronteira:
Camus e Sartre – Ronald Aronson
A velhice – Simone de Beauvoir

Gramática da Língua Portuguesa – Bechara
A consciência de Zeno – Italo Svevo

Conrad:

Calvin: Criaturas bizarras de outro planeta! – Bill Waterson
Calvin: Yukon Ho! – Bill Waterson
Calvin: Tem alguma coisa babando embaixo da cama – Bill Waterson
Calvin e Haroldo: e foi assim que tudo começou – Bill Waterson
A greve da Arte – Stewart Home
Aventuras de uma psedovirgem – Iris Bahr
O visitante noturno – B. Traven

Unesp:
História das mulheres no Brasil – Mary del Priore (org.)
História da Leitura – Steven Roger Fischer
O corpo feminino em debate – Maria Izilda S. de Matos e Rachel Soihet

Alcol/Edusp
Safo Novella -
Silvana Ruffier Scarinci

DIA 2
Paz e Terra:
A sociedade em rede – Manuel Castells
História da Sexualidade (1, 2 e 3) – Michel Foulcault

Via Lettera:

Minutos de estupidez: um livro de auto-destruição – Doutor Carneiro


a gente é nerd sim, so what?

11 de nov. de 2008

a little more brave

Acabei de voltar do almoço, enquanto me acabo na Shakira (Ciega, sordomuda – pra quem quiser acompanhar) decidi atualizar esse bloguito abandonado. Passei a semana pensando em uma frase do Clube das desquitadas (assiste logo, vai!), nada de muito especial, era uma frase da Brenda: “maybe you are now a little more...braaave?”, ela dizia para a sua amiga medrosa Annie para tentar convencê-la a cantar em público.
Tudo isso exige uma explicação prévia sobre a Brenda, interpretada pela diva Bette Midler: ela é uma das três personagens principais do filme, mulheres de meia-idade que foram trocadas pelos seus maridos por mulheres mais jovens.
O marido de Brenda a troca por Shelly –uma atuação interessante da Sarah Jessica Parker, em sua versão fetal – após ganhar dinheiro com a familia judia-italiana-mafiosa da esposa, Morty decide aproveitar a bonança com a nossa futura Carrie Bradshaw e não com a mãe de seu filho.
A cena mais engraçada do filme é quando Brenda, possuída, entra escondido com as amigas no novo apartamento do marido. É brega, é tosco, completamente nouveau riche, despudorado mesmo! No meio da confusão (ela está tentando encontrar papéis que o incriminem para finalmente conseguir uma doce vingança) ela entra na pièce de résistance: a suíte master! Como uma boa iidiche frau ela se joga na cama dele e começa a chorar dramaticamente pela vida que não tem mais.
A Brenda é corajosa, é ela que pensa em toda a vingança do filme, ela que decide transformar sua vingança pessoal em uma atitude positiva e coletiva (um centro de ajuda à mulher). Ela é tudo isso com o humor da Bette Midler. Mas a grande lição é que ela também sofre, e, mesmo sendo a mais durona, consegue perdoar o Morty quando ele se arrepende. Essa é a mensagem da personagem, não só pra sua amiga cagona, mas pra nós também.
Feliz aniversário Billie, talvez agora estejamos a little more...