14 de ago de 2009

Mama África


Ontem no bar, Rich Bérgamo, ou Rich Bowie, um dos cabras mais valentes do Velho Oeste disse:


Rich - Você tá vendo aquele cara? Ele é o único negro de todo o bar... (o bar era, na verdade, o Republic Pub, na Vila Madalena)
Billie - É mesmo. E você por acaso vê alguma mulher negra?


Hoje, cheguei ao trabalho e li a seguinte notícia na Agência Brasil:



Na matéria linkada aí em cima, Sueli Carneiro, diretora do Instituto da Mulher Negra em São Paulo, disse:

“As mulheres negras estão ausentes de todas as estruturas de poder da sociedade. Elas são absolutamente minoritárias em espaço de decisões. É uma condição de subordinação e de subalternação social que precisa ter as causas e as razões discutidas”

As pessoas mais simplistas podem não ver a conexão entre não existir uma mulher negra no bar, e ela estar fora das esferas de poder da sociedade. Um dia, uma professora negra amiga da minha mãe disse uma vez que ela sofria preconceito dos próprios homens negros. A sociedade está caminhando para a superação do preconceito racial, mas ainda é cega para o preconceito de gênero. Este, mais forte e mais silencioso.